Entre os anos 68/69 a história da família Wirth iniciou com o cooperativismo, na fundação da Cooperita em Tunápolis, SC, o pai de Eloi tornou-se cooperado e difundiu a importância do mesmo aos filhos. Eloi e sua esposa Elaine assumiram a propriedade do pai, trabalhando nela com o ciclo completo da suinocultura como principal atividade. Entretanto com o tempo eles perceberam que não compensava, por isso continuaram apenas com a produção das matrizes.
Para que a propriedade se tornasse cada vez mais rentável a família começou a investir na época principalmente na sua suinocultura. Em 2009 eles iniciaram os investimentos de uma pocilga de 85 m por 8,5 m e em 2010 eles alojaram pela primeira vez em média 495 animais. Seis anos depois a família construiu mais uma granja com 110 m de comprimento por 8,40.Alojando hoje 1040 suínos de acordo com seu Eloi, com resultados satisfatórios.
Questionado acerca do segredo de ser um destaque na suinocultura, ele conta que a família realiza o trato molhado já há 8 anos. Sempre fazem uma fiscalização no volume da ração que é despejada aos animais, por ser multitrato ele não é automático o que faz com que é preciso constantemente estar conferindo.
“Último investimento feito foi na qualidade da água, o que melhorou muito a questão sanitária. Nenhuma coisa especial é feita, simplesmente o básico bem-feito. Não existe mistério, muitas vezes nós também não conseguimos seguir à risca todas as orientações. Então é necessário um diálogo com a técnica, que também está sempre à nossa disposição onde encontramos os desafios e o que pode ser feito para melhorar,” explica Eloi.
“O que fez nós continuarmos na suinocultura ei investir nela, é porque nós gostamos e porque a atividade é rentável. A nossa propriedade é pequena, são 17,9 ha onde e nesse espaço menor a gente consegue agregar um pouco mais de valor”, afirma a esposa Elaine.
O casal tem três filhas Karine, Karla e Kátia, a filha que optou por ficar na propriedade foi Karine que hoje é casada e tem dois filhos. Outra atividade também presente na propriedade é a bovinocultura de leite a qual a Karine coordena. O trabalho em equipe é o espírito da família, Karine a fnte da bovinocultura de leite, seu Eloi na suinocultura e dona Elaine apoiando nas duas atividades, já um marido de Karine, é responsável pela lavoura.
O cooperativismo e o papel da mulher
Elaine e a filha já participaram dos cursos desde Mulheres Cooperativistas a Mulher A1 Sicoob a qual elas fazem parte do núcleo. Os ensinamentos do quais Karine se lembra ao participar dos treinamentos é a importância do diálogo e questões de liderança.
A paixão de Karine por ficar na propriedade sempre esteve presente, ela cursou o colégio agrícola durante um ano e meio, o estágio para completar o curso ela realizou na unidade ad Cooper A1 em Tunápolis. Após formada como destaca, ela quis trabalhar ‘fora’ para ter o próprio dinheiro.
“Isso que todos os jovens sentem de querer trabalhar só durante a semana e folgar nos finais de semana, porque na propriedade a gente sabe que isso não acontece. Trabalhei por algum tempo e depois voltei porque eu entendi que aqui é o meu lugar,” declara realizada Karine.
Responsabilidade da equipe técnica
“Sempre digo assim técnico é difusor de tecnologia, precisa levar e trazer informação. Caso tenha algo bom na nossa propriedade que possa funcionar em outra o técnico precisa levar, da mesma forma que algum outro manejo feito possa funcionar aqui a gente espera que também seja aplicado,” afirma seu Eloi.
A técnica que atende a propriedade explica que não é só levar qualquer tipo de informação aos produtores, porque hoje a grande maioria possui o acesso à internet o que querendo ou não responde algumas perguntas. Então é necessário se preparar cada vez mais para levar informações diferentes e que vão auxiliar o produtor, saber ter um diálogo e trocar informações.



